Michael Roberts indica os melhores livros de 2016

O economista marxista estadunidense Michael Roberts indica os melhores livros de 2016, em sua opinião. Traz ótimas dicas de leitura de autores marxistas e pós keynesianos, vale a pena dar uma conferida:

https://thenextrecession.wordpress.com/2016/12/21/best-books-of-2016/

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Resposta a ‘refutação da mais-valia’ de Böhm-Bawerk

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Lançado meu novo livro

capa-livro-remo

Compartilho o lançamento de meu mais recente livro, CAPITALISMO E CRISE: O BANCO MUNDIAL E A EDUCAÇÃO NA PERIFERIA CAPITALISTA, um estudo bibliográfico e documental, estruturado sob o referencial teórico-metodológico marxiano, é resultado de uma densa e rigorosa pesquisa de seu autor sobre o papel desempenhado pelo Banco Mundial na formulação das políticas educacionais dos países da periferia capitalista, no contexto da grave crise estrutural que afeta o modo de produção capitalista.

Destinado não somente aos que pesquisam os organismos multilaterais e suas intervenções nas políticas públicas dos países do Sul, essa obra, que se destaca pela aguda análise critica do mais recente relatório estratégico do Banco Mundial, ainda pouco explorado em bibliografia nacional, é de interesse de todos aqueles que pretendem aprofundar-se na compreensão das dinâmicas das crises capitalistas e de sua instrumentalização com vistas à manutenção da atual configuração político-econômica global.

Agradeço a dilvulgaçao;

Detalhes: http://www.editoraprismas.com.br/produto/7887265/Capitalismo-e-crise-O-Banco-Mundial-e-a-educacao-na-periferia-capitalista

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized

O Alto Custo do Preço Baixo

“O Walmart é um dos maiores conglomerados do mundo. Com um faturamento anual superior a us$ 335 bilhões, perde apenas para a gigante petrolífera ExxonMobil.

Ao contrário dos primeiros conglomerados, que evoluíram em 1900 na esteira de impressionantes invenções e inovações tecnológicas, o Walmart e seus congêneres construíram impérios com base em quase nenhuma inovação tecnológica, exceto uma longa cadeia de “inovações” que envolvem métodos engenhosos de esmagar os preços de seus fornecedores e, de um modo geral, cortar os rendimentos dos trabalhadores envolvidos em todas as fases da produção e distribuição de seus produtos.

Agora, seria errado dizer que o Walmart maltrata seus empregados – e pela simples razão de que ele não tem nenhum! Pelo menos não de acordo com o Walmart, que descreve as pessoas que trabalham para ele como “associadas”. O que isto significa é que a empresa não se julga propensa a considerar sua força de trabalho como humanos assalariados e vivos. Em vez disso, emprega uma linguagem orwelliana para explicar a proibição absoluta de qualquer atividade sindical em suas instalações. O resultado é uma variedade de alegações desagradáveis: a maioria dos “associados” do Walmart trabalha por menos de us$ 10 por hora, habitualmente cumpre horas extras sem pagamento adicional e é muitas vezes trancada dentro dos armazéns nos turnos da noite. Estas denúncias resultaram em pelo menos 63 ações judiciais em 42 estados norte-americanos. De fato, a empresa optou por fazer acordos em todos eles, a um custo de us$ 352 milhões, uma grande quantia, mas uma mera fração dos salários “economizados”.

A situação nas oficinas e nos campos do Terceiro Mundo, onde as mercadorias são cultivadas ou produzidas em nome do Walmart, está, como se poderia imaginar, na fronteira com a criminalidade. […] Os trabalhadores do Walmart vivem permanentemente abaixo da linha de pobreza, podendo ser incluídos no programa de vale-refeição do governo do norte-americano. A maior ação judicial privada na história dos Estados Unidos envolveu uma remuneração distorcida e a não-promoção de 1,5 milhão de funcionárias mulheres.

No chocante documentário de 2005 de Robert Greenwald sobre a Walmart, O Alto Custo do Preço Baixo  [assista aqui], uma mulher que trabalha em uma fábrica de brinquedos chinesa pergunta: “Você sabe por que os brinquedos que você compra são tão baratos?”, e então prossegue sem fôlego para responder à sua própria pergunta: “É porque nós trabalhamos o dia todo, todos os dias e todas as noites.” “

(Extraido do livro “O Minotauro Global”, do ex-ministro da Fazenda da Grécia, Yanis Varoufakis)

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

“Desvio de função”

Aqui em Fortaleza, a OAB, uma instituição que, supostamente, até por se constituir em um dos órgãos do sistema jurídico brasileiro, deveria pugnar preferencialmente pelo efetivo CUMPRIMENTO DA LEI, a saber, o efetivo recolhimento das obrigações tributárias e fiscais por parte das empresas, na contramão dessa suposição lógica, “ombreia-se” com a classe empresarial em sua sanha sonegadora (ops….desculpa….não é sonegação….é “elisão”….rss..) e, sem o menor constrangimento, ostenta um escandaloso “impostômetro” na fachada de sua sede na Av. Washington Soares, quase em frente ao Centro de Eventos.

Eu esperaria um “trambolho” desses instalado em frente a uma entidade daquela classe, uma FIEC, por exemplo….mas…nunca em frente a uma entidade que, se não quer exercer um papel socialmente responsável de combater a sonegação, deveria pelo menos se abster de fazer o papel sujo de “advogada” dos que usam de todos os artifícios possíveis e imagináveis para desviar da sociedade os recursos que poderiam minimizar o sofrimento da esmagadora maioria de seus membros.

De fato, a degradação ética de todo o arcabouço institucional do estado burguês brasileiro corre a passos largos. Entretanto, um dia a panela de pressão explode.impostometro

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

A cândida defesa da Rede Globo

Tenho presenciado, ultimamente, um fenômeno que poderia ser considerado surpreendente por aqueles profissional e academicamente mais envolvidos com a dinâmica social, a saber: manifestações individuais de incômodo com as críticas endereçadas à Rede Globo. Apesar de alguns colegas das ciências sociais considerarem até mesmo surreal esse apoio àquele império de mídia por parte de suas próprias vítimas, entendo que a questão, por sua complexidade, deve ser encaminhada contemplando-se as diversas dimensões nela envolvidas.

No geral, a argumentação média nessas intervenções tem privilegiado o estrito campo de atuação mais imediato da emissora, a saber, o fornecimento de lazer/entretenimento e de informações jornalísticas à população. Alega-se, em defesa daquele monopólio comunicacional, dentre outras pérolas, que quem não gostar de sua grade de programação deve lançar mão de seus concorrentes, como alternativa (como se houvesse alguma diferença de qualidade entre um programa do Faustão e um do Silvio Santos, ou algum grau diferencial de riqueza cultural, sofisticação e complexidade na trama entre as novelas de todas as emissoras do circuito comercial brasileiro). No prisma jornalístico, o aviltado defensor da emissora indigna-se com o que considera um malévolo “patrulhamento ideológico”, e avisa que possui suficiente bagagem intelectual para discernir informações fornecidas por qualquer veiculo e formar seu soberano juízo.

Trata-se, em minha modesta perspectiva analítica, de um enfoque limitado e perigosamente empobrecedor, pela força que possui a Globo para moldar o ideário e os valores hegemônicos de nossa nação. Focando-se estritamente naquelas mencionadas dimensões, incorre-se no pueril erro de omitir da análise exatamente o aspecto que desvelaria o real papel que essa empresa desempenha no iníquo arranjo político-economico imperante em nosso país, a saber, o de agente ideológico estruturalmente responsável pela legitimização popular desse arranjo, o qual espolia mais de 85% de nosso corpo social para que uma abjeta e parasitaria minoria possa nababescamente levar uma vida de “sultões tupiniquins”.

Não vou desperdiçar aqui o meu tempo e o dos outros trazendo a quilométrica “ficha corrida” da Rede Globo em nossa historia recente, desde que foi providencialmente criada e projetada pela ditadura empresarial-militar de 1964, passando pela sistemática campanha de ocultamento da “Diretas-Já” e pelas congênitas manipulações eleitorais (das quais a edição do debate Collor-Lula em 1989 se tornou o “arquétipo-mor”, não se esquecendo também do escândalo do Proconsult em 1982, que quase custa a eleição do Brizola no Rio de Janeiro, tivesse ele incorrido na ingenuidade aqui tratada). Acho que não preciso também lembrar que esse monopólio esmera-se em sufocar e impedir concepções alternativas na abordagem econômica e nas questões ambiental, política e social, incorrendo, assim, na conformação de uma conveniente “verdade única” encarnada no que ele cinicamente prega como “interesse nacional”.

Não deveria ser necessário, mas temo ter que lembrar que essa empresa de mídia tem entre seus principais clientes conglomerados empresariais que sustentam e impõem à nação uma descomunal miséria e a maior concentração de renda e de poder econômico dentre todos os países do mundo. Os do setor financeiro sugam quase a metade do PIB nacional para sustentar meras 20 mil famílias, razão pela qual nunca veremos nos veículos da Globo qualquer menção à auditoria da divida publica brasileira, já que seus acionistas, juntamente com seus anunciantes, fazem parte desse seleto clube.

Portanto, pondero que a cômoda posição de defesa da Globo nos estritos campos do entretenimento e da informação jornalística suscita um acobertamento de toda uma atuação estrutural desse monopólio no sentido de manter um iníquo status quo que dilacera todas as perspectivas de vida minimamente digna para dezenas de milhões de brasileiros. Dessa forma, fique-se claro o lado que está sendo beneficiado por essa cândida defesa da Globo, como se esse gigante precisasse da solidariedade de atomizados indivíduos de classe media e de estratos inferiores de nossa sociedade. Ou seja, não se está negando o direito a essas manifestações, mas há que se colocar de forma clara que elas reforçam, legitimam e tornam quase indestrutível o vergonhoso arcabouço socioeconômico e político brasileiro.

Portanto, há um preço a pagar por essa “amabilidade” com a Globo, e esse ônus cai sobre 85% de nossa população. Mas fiquem à vontade,…a consciência de cada um é seu guia.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

“Socialismo para una época de escepticismo” Ralph Miliband

Ultimo livro de Ralph Miliband, lançado meses apos sua morte em 1994.

Cultura Proletaria

Imagen

En este libro Ralph Miliband realiza una crítica rigurosa y actual del capitalismo, demostrando que por su propia naturaleza está incapacitado para remediar los problemas sociales que genera su dinámica.
De manera paralela esboza las líneas generales de una alternativa socialista capaz de solucionar tales problemas.

PDF Descargar: http://www.mediafire.com/view/2i1xjiz27u43cxe/Ralph_Miliband_-_Socialismo_para_una_época_de_escepticismo.pdf

Ver o post original

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized