Helenira Resende, Heroína brasileira!

Fazia muito tempo que eu não me emocionava tanto em ler um relato da resistência contra a ditadura empresarial-militar de 1964. Heroina é pouco…Helenira é uma mártir! Leia e comprove.

 

“Helenira Resende, Heroína do Povo

 

Os momentos mais duros da historia de nosso país são também os que produziram os grandes heróis do nosso povo. Helenira nascida em 19 de janeiro de 1944 foi um desses seres que comprovam a humanidade do homem. Menina do interior paulista, aluna dedicada e esportista apaixonada pelo basquete, desde cedo iniciou sua militância, sendo a fundadora e 1ª diretora do grêmio de sua escola.

No movimento estudantil, além de lutar pela melhoria do ensino público, Helenira foi um expoente da juventude combativa que organizava a resistência ao regime militar. Foi vice-diretora da UNE em 1968 e, neste mesmo ano foi presa com mais de 800 estudantes de todo país que se reuniam para o 30º Congresso da entidade em Ibiúna, São Paulo. Dotada de grande sagacidade conseguiu avisar sua família sobre a prisão, o que salvou-lhe a vida. Foi levada ao Dops do famigerado Fleury que a recebeu com um tapa na cara. Chamou-a de “vaca comunista”, amarrou-a e praticou nela inúmeras torturas. Helenira impôs derrota a seus algozes mantendo-se firme, sem baixar a cabeça uma só vez, manteve seu olhar fixo em seu torturador. Dela a reação não conseguiu nem uma informação sequer. Fleury, humilhado pela força da jovem perante todo tipo de violação, jurou-a de morte: “Do nosso próximo encontro, você não sai viva.”.

Passou 2 meses no presídio de mulheres do Carandiru em total isolamento de sua família. Na véspera da promulgação do AI-5, seu habeas corpus foi conseguido e ela libertada da prisão. Seus passos, porém, permaneceram vigiados por agentes da repressão.

A jovem decide então juntar-se a outros companheiros em uma das mais ousadas tentativas de desencadear a Revolução no país: a Guerrilha do Araguaia. Com bravura e heroísmo, 69 militantes do PCdoB deram início nas matas da Amazônia um episódio de 8 anos (de 1966 a 1975) de coragem, no qual foram necessários mais de 20 mil soldados das 3 Forças Armadas, bombas, barcos e helicópteros para derrotá-lo.

Nas dificuldades da mata, Helenira superou as picadas, as febres, as cobras, a fome, o frio e quando podia ainda era solidária, padecendo mais do sofrimento alheio do que dela própria. Com os camponeses da região, além do trabalho político, Helenira exerceu o magistério. Na guerrilha tornou-se vice comandante do destacamento A e além da força e combatividade esbanjava uma alegria esperançosa que contagiava seus companheiros.

No dia 29 de setembmulheresguerrilheiras-helenirarezendedesouzanazarethro de 1972, aos 28 anos de idade, Helenira foi morta em uma emboscada. Conta-se que a coragem da moça irritou tanto a tropa que mataram-na ali mesmo. Morta a golpes de baioneta, depois de metralhada nas pernas e torturada. Declarações da ex-presa política Elza de Lima Monnerat, em Auditoria Militar, à época, afirmou que “… Helenira, ao ser atacada por dois soldados, matou um deles e feriu outro.”

No lugar onde as torturas foram feitas, ficou uma poça de sangue. Sangue que não afoga, rega a revolução. Sua morte gerou revolta entre os companheiros, e o destacamento em que atuava, em homenagem à sua coragem e espírito de liderança, passou a chamar-se Destacamento Helenira Rezende.

Helenira como tantos outros, encontrou a felicidade no caminho da luta, ao lado do seu povo. Sua coragem, bravura, firmeza, ternura e, acima de tudo, suas ideias permanecem vivas em cada alma jovem, em cada punho erguido, em cada bandeira levantada contra a barbárie do Capital. Dando sua vida à causa do povo, Helenira deu-nos também o exemplo. E a certeza de que vale a pena.”

 

Helenira Resende, Presente!

Referência Bibliográficas:

Sites:

Tortura Nunca Mais – RJ:

http://www.torturanuncamais-rj.org.br/MDDetalhes.asp?CodMortosDesaparecidos=253

Desaparecidos Políticos:

http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoa.php?id=290&m=3

fonte: https://mfprio.wordpress.com/2013/11/12/helenira-resende-heroina-do-povo/comment-page-1/#comment-59

 

 

 

Movimento Feminino Popular - Rio

heleniraOs momentos mais duros da historia de nosso país são também os que produziram os grandes heróis do nosso povo. Helenira nascida em 19 de janeiro de 1944 foi um desses seres que comprovam a humanidade do homem. Menina do interior paulista, aluna dedicada e esportista apaixonada pelo basquete, desde cedo iniciou sua militância, sendo a fundadora e 1ª diretora do grêmio de sua escola.

No movimento estudantil, além de lutar pela melhoria do ensino público, Helenira foi um expoente da juventude combativa que organizava a resistência ao regime militar. Foi vice-diretora da UNE em 1968 e, neste mesmo ano foi presa com mais de 800 estudantes de todo país que se reuniam para o 30º Congresso da entidade em Ibiúna, São Paulo. Dotada de grande sagacidade conseguiu avisar sua família sobre a prisão, o que salvou-lhe a vida. Foi levada ao Dops do famigerado Fleury que a recebeu com…

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