Desmascarado o mito da “eficiencia da empresa capitalista”

Ao ler um livro sobre a economia política global da educação (“Class War – The Privatization of Childhood”, de Megan Erickson), deparei com essa “pérola”, que desmascara com perfeição o mito da “eficiencia da empresa capitalista” em contraposição a outros arranjos sociais de produção, de caráter coletivo e solidário:

“Walmart, o maior empregador do setor privado do país, evita cerca de US $ 1 bilhão em impostos federais anualmente por meio do uso de incentivos e brechas fiscais, de acordo com um relatório da Americans for Tax Fairness. Além disso, a empresa se  beneficia diretamente de $ 6,2 bilhões em forma de programas de assistência social pagos pelos contribuintes, como o Medicaid e o SNAP – em muitos estados, os funcionários do Walmart são o maior grupo de destinatários de ambos os programas, recebendo uma média de US $ 1.000 em ajuda, ou seja, os contribuintes efetivamente subsidiam a política de salários miseráveis da empresa. A Fundação Família Walton é um dos defensores mais proeminentes da reforma da educação corporativa, investindo cerca de US $ 164 milhões em educação fundamental em 2013, a maior parte para as escolas charter.”

Ou seja, os empresários externalizam os custos da reprodução da sua força de trabalho, jogando sobre a sociedade (socializando) o peso de um custo que, efetivamente, pertence às suas empresas, pois diz respeito à sobrevivencia da sua força de trabalho, sem a qual não se opera o processo de extração de mais valia e acumulação de capital.

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